A escolha do
foco da coreografia depende muito do evento ou culto em que a coreografia será
apresentada. Se o evento for de festa/celebração, aniversário, natal, páscoa,
etc, a coreografia deve estar coerente com o que se deseja. Não dá para fazer
uma coreografia melancólica que fala sobre sofrimento para iniciar o
aniversário da igreja, concorda? Da mesma forma que não há como colocar uma coreografia
evangelística em um culto fechado que só vai cristãos como em um acampamento.
Para que serve a mensagem de evangelização senão levar as pessoas que não
conhecem a Jesus conhecerem a Jesus? Se todos os presentes já o conhecem, o
foco da coreografia precisa ser mudado.
Há
grupos evangélicos de dança que não usam a dança para passar uma mensagem, mas
para atrair. Levam as pessoas à Cristo através da beleza da arte. Desta forma,
as pessoas param para assistir, sabem de onde aquelas pessoas são, o que estão
fazendo ali, etc., e, no final, são evangelizadas oralmente (pois ainda há
pessoas achando que os crentes são, ou deveriam ser, vestidos com gola alta,
não dar uma risadinha e se balançarem o corpo, vão para o inferno pois estão
dando mal testemunho. Para muitos, ser crente é ser careta e piegas). Neste
caso, com o foco atrativo, as coreografias podem conter batidas mais precisas,
expressão corporal e facial de guerreiro e, lógico, uma sincronia impecável. Inclusive,
as músicas poderão ser instrumentais ou até em outras línguas, e os gestos
podem não ter combinação alguma com a letra da música.
O foco da coreografia influencia
diretamente na escolha da música a ser coreografada. Tento aqui separar os dois
teoricamente para melhor explicação, mas não dá para separar os dois na
prática. No próximo post falarei
sobre a escolha da música e você perceberá essa grande ligação.
Deus os abençoe!!!

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