A
importância da Dança
A
frase “[...] A arte não é entretenimento ou contemplativa apenas, é atividade
de conhecimento, reflexão [...]” (p.9), no livro Ler a dança com todos os sentidos de Lenira Rengel, me chama atenção porque exprime muitas coisas que eu gostaria de explanar sobre e através da dança. Para mim, a dança é uma
interação, em primeiro lugar, com o seu próprio eu, isto é, seu interior. É
olhar para dentro de si mesmo e esquecer-se do resto. Em consequência, não em
segundo lugar, é a interação com o próprio corpo que agora não é mais apenas
uma matéria; é um corpo vivo que dança e se movimenta cheio de emoções fluidas
do seu próprio interior. Em segundo lugar, a dança é a interação com o outro, é
a intimidade, é a aproximação de pessoas mesmo que esteja assistindo de longe.
É a interação de olhares brilhosos que fazem com que quem está parado dance por
dentro. Para muitas pessoas, quem trabalha com dança o faz por diversão. O
faria até sem remuneração. Muitos não são considerados profissionais de
verdade. No entanto, é este o espaço que a dança merece?
A
dança, por mais forte que seja, infelizmente, ainda não tem o seu lugar. As
escolas estão abrindo espaço para a dança recentemente. Mesmo assim, há um tipo
de dança a ser ensinado e coisas a não serem ditas. No entanto, admito que os
exemplos de danças de fato têm assustado a comunidade com várias (não só
nuances sexuais, mas) faces sexuais explicitas. Talvez, este seja o medo, de
fato, de a comunidade abraçar a dança como deveria e confiar no profissional
como viabilizador desta arte.
As
igrejas, por mais que tenham grupos de coreografias evangélicas, estudam muito
cada passo, para que este não seja sensualizado e não venha a se assemelhar com
danças seculares. Concordo que isto deve ser feito, no entanto, muitas dessas
instituições se esquecem de que todo o nosso corpo foi dado por Deus e acabam
fazendo coreografias de mãos e braços, esquecendo do que a dança realmene é
capaz de fazer para quem a faz e para quem a assiste.
A
dança, muito mais do que atrair e dinamizar, é capaz de levar o ser humano ao
seu mais íntimo. A dança quebra a timidez, produz segurança e conhecimento.
Muitos seriam os casamentos salvos se se dispusessem a dançar mais vezes. Até o
bebê se sente intimo da mãe ao ser ninado com balanços ao som de uma musiquinha
solfejada para dormir.
Sabendo
da importância desta arte, é preciso que nos movimentemos sim, para abraçar
projetos e avanços para a dança em nosso lar e nas instituições que conhecemos.
É necessário sim que abracemos sugestões de dinâmicas para trabalhar ou até
mesmo brincar com os nossos filhos. É possível inserir dança em dinâmicas de
trabalho, atividades caseiras e familiares. É necessário que alguém avance e
lute. Neste caso, por que não nós?

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