A
decisão sobre os tipos de passos a serem colocados em uma coreografia está
ligado à música escolhida, assim como o estilo do coreógrafo. Antes de
prosseguirmos, expliquemos, pois, o que chamo de passos pausados ou passos contínuos.
ATENÇÃO: Por não ter curso de dança
algum, posso estar usando os termos errados para tal fenômeno. :D
Os passos pausados são passos ligados à
letra da música escolhida. Isto quer dizer que a sequência de passos, assim
como se são lentos ou rápidos, depende, basicamente, de quando se começa ou
continua a letra de tal música.
Vemos,
por exemplo, uma música com três frases (se é que esta existe):
- · Dependo do início da primeira frase para me mover. Assim que esta frase acabar, meu movimento acaba e, desta forma, pauso esperando a próxima frase e assim até finalizar a terceira frase desta música.
Pessoalmente,
não gosto muito de coreografias feitas assim... Os movimentos ficam muito
dependentes da letra da música, ou seja, se a pessoa não conhecer a letra muito
bem, fica desorientada sem saber qual passo virá depois. Mesmo assim, se
conhecer, fica a mercê da música, pois os passos podem ser dispostos em outra
sequência, e, no final das contas, acaba ficando um passo para cada palavra.
Passos contínuos
são passos pausados com outros passos no intervalo entre uns e outros.
Vemos,
outra vez, esta música abençoada com três frases:
- · A coreografia flui como uma dança continua, pois não preciso parar e esperar o próximo passo; continuo me movimentando até que o próximo passo chegue.
- · O próximo passo surge ao final do passo anterior. Esta é uma boa técnica para que o próximo passo seja lembrado.
Deu
para perceber que gosto mais desse tipo, não é? J
Isto
não quer dizer que, em uma coreografia, não possa haver esses dois tipos de
passos. Há, inclusive, coreografias onde misturam-se diferentes ritmos e
estilos de dança. Neste caso, é imprescindível que haja os dois tipos de passos
para que os ritmos sejam bem explorados. Ao misturarmos hip-hop ao balé, por exemplo,
visualizamos passos contínuos de leveza inseridos em passos muito precisos e
dependentes dos toques e batidas do som. Aí, então, cabe à criatividade do
coreógrafo, concordam?
Como coreógrafa, temo em confessar
que, por causa da ansiedade de apresentações, quando chego ao altar para dançar
penso “Não sei de mais nada”. Entretanto, ao começar a dançar, o corpo se move em
continuidade e eu o sigo em adoração.
Você
tem algo para compartilhar conosco. Eis o seu espaço.
Deus te abençoe e boa coreografia!!!

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